Eletroforese ou Galvanismo

Eletroforese ou Galvanismo
28 de janeiro de 2010 AlexKB

Antes de iniciarmos os comentários sobre a aplicação da corrente galvânica como um recurso importante na técnica de eletroforese ou galvanismo é interessante relembrarmos da constituição da matéria viva que compõem a estrutura do organismo humano.

 

A matéria viva é formada basicamente por células, tecidos e líquidos que são compostos em dissolução por uma grande gama de substâncias e elementos químicos em forma de íons, moléculas e partículas em suspensão com carga elétrica.

A célula é composta por soluções em seu interior em seu exterior ocorrendo o mesmo em todos os tecidos do organismo.

Na célula observamos que as soluções do seu meio interno e do seu meio externo estão separadas por uma membrana celular mais ou menos permeável que sofre influências da pressão osmótica, diferença de potencial elétrico, pressão oncótica, nível de polarização, etc.

Estes desequilíbrios fazem com que estejam sempre sendo produzidas reações químicas, novos diferenciais elétricos e intercâmbio de íons que estão sempre em atividade constante na tentativa de reequilibrar os diferenciais elétricos ou químicos para manter as leis metabólicas.

Sabe-se que em uma dissolução os íons (átomos com carga elétrica) se dispersam através do meio e se associam com outros íons próximos devido a carga elétrica existente entre eles atraindo-se ou repelindo-se ou orientando-se.

Quando os íons são submetidos a uma força elétrica maior que a de seus íons vizinhos, migram através do líquido que os sustenta em direção à força elétrica que os atrai ou os repele.

Os íons da mesma polaridade da força elétrica se repelem e os de polaridade diferente são repelidos.

Este fenômeno recebe o nome de eletroforese e pode ser utilizado no organismo para produzir uma série de efeitos tais como:

a) Efeito eletrolítico por dissociação iônica Quando os íons são impulsionados a se movimentar pelos eletrodos, tem que se dissociar dos outros elementos ou íons com os quais estavam ligados de forma que os equilíbrios químicos existentes nesse momento ficam alterados. Dessa forma ocorrem trocas químicas no início do deslocamento iônico. b) Efeito de alteração metabólica As trocas químicas e desequilíbrios elétricos que se produzem ao movimentar-se os íons, fazem com que se acelerem as reações metabólicas que anteriormente poderiam estar pouco ativas ou frear as reações muito ativas. Os mecanismos de atuação sobre o metabolismo alteram a composição do líquido intersticial e do líquido intracelular, os níveis de polarização da membrana celular, a velocidade das trocas metabólicas entre todos os tipos de substâncias como hormônios, proteínas, dissoluções e outros agentes químicos. c) Efeitos circulatórios e linfáticos Devido a interferência da corrente elétrica os gradientes de pressão osmótica entre o líquido intersticial e o interior se rompem provocando maior ou menor intercâmbio de substâncias nutritivas ou reparadoras. Observa-se vasodilatação, extravasamento, maior nutrição e aporte energético dos tecidos. d) Efeitos sobre o sistema nervoso São basicamente efeitos sedante, excitante, analgésico.

Efeitos Ascendente e Descendente

Na terapia do galvanismo, um dos efeitos consiste em produzir uma sedação ou excitação no Sistema Nervoso Central, com base no sentido de circulação da corrente.

No esquema, temos uma dissolução variada e heterogênea, como pode ser a do nosso corpo e aplicamos dois elétrodos em lados opostos (em cima e em baixo). Sendo os eletrodos unidos a uma pilha, de maneira que o eletrodo superior seja ánodo (+) e o inferior cátodo (-), vejamos por qual sentido se desloca a corrente:

a) Pelo conceito geral, a corrente vai do cátodo (-) ao ánodo (+), ou seja, sentido Ascendente

b) Os ânions se deslocam no sentido cátodo-ánodo, sentido ascendente

c) Os cátions se deslocam no sentido ánodo-cátodo, sentido descendente

d) Existem elétrons que se deslocam pela matéria viva, sem que tenham que ser transportados pelos íons, mas pulam de átomo em átomo, como nos condutores primários. Estes tem sentido ascendente, pois entram pelo cátodo e saem pelo ánodo.