Agosto de 2001

ISOTONIA E ISOMETRIA

Contração Muscular
Há dois tipos de contração muscular conhecidas por isométrica e isotônica. Suas definições e mecanismos serão descritos a seguir. Nos movimentos, geralmente ocorrem os dois tipos de contração, enquanto um grupo muscular realiza a contração isométrica outra realiza isotônica.
Os músculos estão continuamente sendo remodelados para que se adaptem às funções exigidas por eles.

Hipertrofia e Hipotrofia Musculares

A hipertrofia ocorre quando há aumento no calibre das fibras musculares*. O aumento é devido à contração repetitiva com forças submáximas e máximas. Ao contrair a musculatura há o aumento da velocidade da síntese das proteínas contráteis, o que resulta em um aumento do número de filamentos de actina e miosina nas miofibrilas, sendo que estas últimas sofrem aumento no seu diâmetro.

Por outro lado quando o músculo não é utilizado ocorre degradação das proteínas contráteis ocorrendo o processo inverso: reduzem o número de miofibrilas e do calibre das fibras, o que chamamos de hipotrofia muscular. Isso ocorre em casos de imobilização devido a fraturas ou algumas patologias neurológicas, levando até ao quadro de atrofia, que se caracteriza por uma hipotrofia acentuada.

(* Para entender um pouco mais sobre as fibras musculares, veja a matéria de julho de 2001) Contração Isométrica
Também conhecida por contração estática, é a contração muscular que não provoca movimento ou deslocamento articular, sendo que o músculo exerce um trabalho estático. Não há alteração no comprimento do músculo, mas sim um aumento na tensão máxima do mesmo.

Possui baixo consumo calórico e média duração e a energia gasta durante essa contração é dissipada sob a forma de calor. Por possuir essas características apresentam rápido ganho de força. Para visualizarmos o trabalho dessa contração basta observar o trabalho do músculo bíceps braquial ao segurar uma carga pesada com os cotovelos em flexão.


Contração Isotônica
Também conhecida por contração dinâmica, é a contração muscular que provoca um movimento articular. Há alteração do comprimento do músculo sem alterar sua tensão máxima. Possui alto consumo calórico e geralmente é de rápida duração. A contração isotônica divide-se em dois tipos: concêntrica e Excêntrica.

Concêntrica: ocorre quando ao realizar um movimento o músculo aproxima suas inserções, com encurtamento dos seus sarcômeros. Como exemplo temos o músculo bíceps braquial quando levamos um alimento à boca, no movimento de flexão do antebraço, provocando aceleração. Excêntrica: ocorre quando ao realizar o movimento o músculo alonga-se, ou seja, as inserções se afastam, com aumento do comprimento dos seus sarcômeros. Como exemplo temos o movimento do músculo bíceps braquial ao devolver um copo à mesa depois de beber o seu conteúdo, no movimento de extensão do antebraço, provocando desaceleração.

 


CUIDADO: AO DEFINIR SE UMA CONTRAÇÃO É ISOMÉTRICA OU ISOTÔNICA, DEVEMOS LEVAR EM CONSIDERAÇÃO O POSICIONAMENTO DA PESSOA, POIS ÀS VEZES O QUE IMPEDE O DESLOCAMENTO ARTICULAR É O POSICIONAMENTO E NÃO O TIPO DE CONTRAÇÃO Força X Movimento nos tipos de contração

Chamamos de momento motor o componente responsável por um movimento, e de momento resistência o componente responsável pelo impedimento do movimento. Na contração isométrica encontramos o momento motor igual ao momento de resistência, portanto não há movimento.

Já na isotônica excêntrica o momento motor é menor que o de resistência o que provoca um deslocamento no sentido contrário ao movimento; e na concêntrica o momento de força é maior que o de resistência, o que provoca um deslocamento no sentido favorável. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
1. GUYTON, A C. , HALL, J. E., Tratado de Fisiologia Médica, São Paulo, Manole, 2. Cinesioterapia Ativa 3. SOUCHARD, P. E. , O Stretching Global Ativo, São Paulo, Manole
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