| A Química do Organismo Vivo |
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O Organismo humano é construído por células, órgãos e sistemas. Além destas estruturas são encontradas inúmeras substâncias que se dispõem nas variadas estruturas celulares e são subdivididas em:
Substâncias Orgânicas Ácidos Nuclêicos: são os ácidos DNA e RNA que participam do processo de síntese de proteínas e de transmissão das características hereditárias. Proteínas: constituem a estrutura da matéria viva, atuam como anticorpos e enzimas. Lipídeos: representam a reserva energética do ser vivo atuando ainda como elemento da estrutura celular, lubrificante da pele, isolante térmico, amortecedor contra choques térmicos. Hidratos de Carbono: é a principal fonte de energia para o organismo vivo porque forma o ATP (adenosina trifosfato). Vitaminas: são reguladores de numerosos processos bioquímicos e dependendo do tipo de vitamina a sua atuação fisiológica se diferencia. A vitamina A, por exemplo, atua na manutenção da integridade dos tecidos, a vitamina E, desempenha o papel de antioxidante, a vitamina C auxilia nos processos de recuperação de infeções. Hormônios: são substâncias produzidas pelas glândulas endócrinas e tem atuação em diversos setores do organismo sendo transportados através da corrente circulatória. Substâncias Inorgânicas Água: é o constituinte mais abundante do organismo vivo representando 70% da composição estrutural. Todas as reações químicas celulares ocorrem em presença da água. Entre outras funções a água auxilia na manutenção da temperatura corpórea atuando ainda como transporte de substâncias pelo organismo. Sais Minerais: são substâncias que se apresentam na célula sob a forma de íons Cl-, Na+, Fe++, Mg++, Ca++. Participam de diversas reações bioquímicas intracelulares influenciando na pressão osmótica onde também há intervenção da água. A Nutrição das Células Representações esquemáticas da membrana celular a) reconstrução tridimensional
As células são estruturas microscópicas que tem como composição básica a presença de membrana celular, citoplasma e organelas citoplasmáticas e núcleo. A membrana celular é o revestimento da célula que dá proteção aos constituintes intracelulares, permite a entrada e saída de substâncias para dentro e fora das células através de processos como osmose, transporte ativo, fagocitose e pinocitose. A nutrição das células envolve todos estes mecanismos sendo por esse motivo que dizemos que a membrana celular é semi-permeável à entrada e saída de água, eletrólitos e de algumas micromoléculas. A membrana celular apresenta orifícios microscópicos chamados poros que permitem a passagem de partículas dependendo da sua dimensão. A este mecanismo damos o nome de permeabilidade seletiva. A osmose é um processo onde há uma regulação através do gradiente de concentração no interior e no exterior da célula. A fagocitose e a pinocitose são processos onde ocorre englobamento de partículas através da membrana celular. As moléculas grandes como as proteínas que tem alto peso molecular só conseguem atingir o interior das células através da fagocitose. Fagocitose Após a penetração para o interior das células as partículas, os íons e os líquidos são digeridos através dos lisossomos que são estruturas ricas em enzimas digestivas. Após a digestão que consiste na quebra de substâncias em moléculas ocorre um reaproveitamento destas moléculas na síntese de novas estruturas moleculares pela própria célula. Regulação de Líquidos nos Espaços Intersticiais A regulação do volume dos líquidos é realizada em conjunto com os capilares sangüíneos e linfáticos. Os capilares linfáticos podem se abrir permitindo a entrada e a saída de líquidos e de macromoléculas para os espaços intersticiais o que auxilia a remoção ou o fornecimento da linfa. Como os capilares linfáticos são providos de válvulas que impedem o refluxo da linfa observamos que a direção do trânsito linfático é um só. Quando há maior concentração de líquidos nos espaços intersticiais, pode haver uma reabsorção pelos capilares linfáticos. O aumento da quantidade do plasma sangüíneo faz com que haja também um aumento do volume dos líquidos filtrados a nível renal. Quando existe a necessidade de um controle para equilibrar a quantidade ideal de líquidos no organismo observamos que há participação de diversas estruturas pertencentes aos sistemas circulatório e excretor como rins, coração condutos sangüíneos e linfáticos (veias, artérias, capilares), gânglios linfáticos. Aparelho circulatório |