Uso da Eletrosucção Após a Lipoaspiração

Uso da Eletrosucção Após a Lipoaspiração
28 de janeiro de 2010 AlexKB

A cada ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, cerca de 30.000 brasileiros recorrem a lipoaspiração para diminuirem o acúmulo de gorduras indesejadas.

Cada vez mais segura, esta cirurgia recorre a cânulas finas, ligadas a aparelhos de sucção ou seringas para sugar o excesso de células gordurosas (adipócitos) da hipoderme, nivelando assim as camadas desiguais.
Mas, nem sempre este nivelamento desejado é alcançado, deviso a vários fatores, desde a retirada em excesso da gordura em locais, ou até mesmo ao grande volume necessário a ser retirado e que nem sempre é possível em uma mesma cirurgia. Mas o objetivo não é a discussão destes fatores e sim como tecnicamente podemos ajudar com procedimentos estéticos para diminuir estes problemas.
No pós cirúrgico, iremos encontrar edema e hematomas, onde iremos intervir com a drenagem linfática manual, descongestionando os gânglios e evacuando os líquidos através de manobras de bombeamento.
Com a diminuição da dor podemos intervir com a eletrosucção, que é um aparelho que se utiliza do vácuo para provocar uma pressão negativa e criar um aumento de circulação (vasodilatação momentânea), auxiliando na drenagem linfática.
É claro que conforme a escolha do procedimento com o vácuo, obteremos um resultado de vasodilatação, desfibrosagem do tecido, drenagem ou tonificação vascular.
No caso da lipoaspiração, iniciamos estimulando os gânglios com o aparelho, para que eles se abram. Depois com calibragem baixa, no máximo 30 ou 35 mm Hg, utilizamos a ventosa com movimentos lentos de arrastamento dos líquidos como na drenagem manual em direção aos gânglios linfáticos.
Após várias sessões, quando o edema já foi eliminado, se notarmos aderências, podemos usar a técnica para desfibrosagem do tecido, onde adotaremos uma calibragem maior, dependendo da sensibilidade do paciente, iniciando com uma suave pressão e aumentando até 200 milibar. As ventosas serão direcionadas no sentido das fibras musculares, de distal para proximal, melhorando a fluidez dos líquidos e o deslocamento das aderências.
Neste estudo de caso, a paciente M.C, 35 anos, submeteu-se a uma lipoaspiração na parte superior dos membros inferiores (M.M.I.I.), na região medial e lateral, e região dos flancos.
Após uma semana de cirurgia, ela nos procurou para realização de drenagem linfática indicada pelo seu médico.Com a anamnese, foi constatado edema em todo membro inferior, hematomas na região da cirurgia, desnível da epiderme na região dos flancos e região medial da coxa.
Iniciamos com drenagem linfática manual em todo o corpo, 3 vezes por semana. A paciente referia sensibilidade dolorosa somente na região lateral dos M.M.I.I.. Após a sexta sessão, iniciamos com drenagem linfática através da eletrosucção – aparelho Vácuo-Spray da CK. A paciente referiu grande bem-estar ao final das sessões, apesar de alguns pontos se apresentarem doloridos, como na região medial da coxa e rigião dos flancos. A região lateral já não apresentava mais esta sensibilidade.
Estas regiões dolorosas demonstravam pontos colabados (aderidos), e que à partir da décima sessão, começaram a ser tratados.
Utilizamos uma calibragem de 100 mm Hg, deslizando as ventosas no sentido das fibras musculares. A paciente referiu diminuição de dor, após a terceira sessão nesta calibragem, para diminuir as aderências e nivelar a epiderme.
A mesma não permitiu o aumento da calibragem até o final das sessões, pois referiu dor ao ser aumentado.
Foram realizadas quinze sessões com o aparelho Vácuo-Spray CK.
Ao término das sessões, encontramos diminuição do edema, diminuição dos hematomas e diminuição de alguns pontos colabados. Verificamos a necessidade de um maior número de sessões para que haja um nevelamento tecidual melhor.
Trabalho realizado por: Dra. Rosali Andrade – Fisioterapeuta Obs.: Ilustrações autorizadas pela paciente M.C.